Vinhos do Alentejo: Uma Nova Toscânia?

O Alentejo está em plena fase de “explosão” nacional e internacional, graças ao reconhecimento da qualidade dos seus vinhos. Os portugueses já parecem rendidos, sendo possível encontrar diversas marcas de vinhos alentejanos em todos os supermercados. Do estrangeiro chegam críticas positivas e um número crescente de turistas em busca dos vinhos, mas também de descobrir o que alguns já chamam “Toscânia portuguesa”.

A região demarcada do Alentejo encontra-se dividida em 8 sub-regiões:

  • Portalegre
  • Borba
  • Évora
  • Redondo
  • Reguengos
  • Granja-Amareleja
  • Vidigueira
  • Moura

Características do “terroir”Rio_douro

O Alentejo é uma região de clima mediterrânico, onde a humidade do oceano Atlântico (predominantemente do quadrante noroeste) é isolada pelo sistema montanhoso Montejunto-Estrela, os verões são mais quentes que no Norte e Centro, e os invernos um pouco menos frios. As condições são extremamente propícias à produção de vinhos fortes, cabendo aos vitivinicultores jogar com o terreno e as castas para atingirem níveis diversos de suavidade, frescura ou tons frutados. Curiosamente, o solo é bastante diverso na região, sendo possível encontrar desde o xisto e o granito ao mármore, calcário e argila.

O centro do Alentejo vitivinícola encontra-se entre Borba e Reguengos, com Évora e Redondo pelo meio, onde é mais fácil, para o vitivinicultor, conseguir vinhos harmoniosos, equilibrando a frescura e a força nas doses certas. Mais ao sul, os terrenos de Moura, Vidigueira e Granja-Amareleja são constituídos por solos mais pobres, com a vinha a enfrentar a dureza da terra, o que se traduz em vinhos quentes.

Avaliações internacionais

De Inglaterra chegam opiniões que classificam o Alentejo como uma região genuína, não influenciada pelo turismo (como o Algarve), segura (dados os baixos níveis de criminalidade de Portugal, em vários índices internacionais) e bastante mais económica que a sua congénere italiana, a Toscânia (daí o epíteto supracitado). Os críticos elogiam estabelecimentos como o Convento da Cartuxa (Évora), a Herdade dos Grous (Beja) ou a Carmim Enoforum (Reguengos de Monsaraz).

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